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A EMPRESA CIDADÃ

VOCÊ É A PIPOCA QUE SALTA FORA DA PANELA?

– “Não à irresponsabilidade e à mediocridade”. (João Paulo II)

Sair do nosso lugar comum e ir além do espaço físico onde o mental não tem acesso e toda a expressão da vida acontece.

Nunca a Cultura foi e será tão importante para nosso desenvolvimento. Somos frutos de um aprimoramento cultural, estético. O Sapiente ao modelar o Homem fez uma obra de arte, uma escultura e viu que era bom, bonito, tinha beleza.

Precisamos sair da zona de conforto, repensar nossas ações, pois as velhas crenças nos levam ao limbo. É preciso se libertar do tradicional e inovar. É um processo de melhoria contínua senão voltamos a zona de conforto. E para atingir este mercado que se tornou exigente é preciso se adaptar rápido, porque se não nos adaptarmos a tempo nunca nos adaptaremos.

Se no decorrer da sua vida você sempre foi pipoca que estourou na panela e nunca saltou para fora, nunca saiu do lugar comum, nunca refletiu sobre a sua existência sobre a terra e o máximo que fez foi nadar na superfície do conhecimento quando a leitura não passa da orelha do livro ou do prefácio, este é o convite a sair deste comodismo e levar o seu olhar para experimentar novos conteúdos que lhe tragam questionamentos. Não perca a oportunidade de perceber quando o seu poder de julgamento se torna opressor em relação à arte. A imagem está mexendo na sua estrutura de repertório de vida. Embarque na sua canoa e atravesse o rio.

Promover projetos sociais sem viés artístico ou estético sem conteúdo subjetivo mantem a pobreza no mundo (É por quilo ou vale quanto pesa – Sérgio Bianchi). A saída de pessoas da linha de miséria no Brasil para um poder de consumo só as levou para mais consumo e não levou para o campo da subjetividade e do refinamento humano como individuo. Tomamos a opinião como informação e declaramos que isto é conhecimento – Ledo engano.

Promover uma Arte questionadora nos força a limpar a nossa lente social pela qual vemos o mundo.

A criatividade deve ser a principal variável neste processo de mudança. Devemos ver o que ninguém vê, ver o que todos preferem não ver, por medo, conformismo ou preguiça; devemos ver um mundo novo a cada dia. Olhar além do obvio. Quebrar as convenções impostas pelo meio em que se vive. Projetos criativos dominam a arte de transformar a marca em produtos e serviços de sucesso na mente do consumidor. Aprimorar a capacidade de inovar por meio de alianças com fornecedores, prestadores de serviços e parceiros de negócios.

O mercado já sinaliza essas mudanças e o maior obstáculo à mudança está dentro de nós mesmos, e que nada melhora até nós mudarmos. “No Brasil primeiro tivemos um governo antes de ter um povo” (Francisco Gracioso). Pois a solução de todos os nossos problemas eram tomadas de cima para baixo. Então já que o pai não dá conta de cuidar dos seus filhos a sociedade organizada toma iniciativa. Nessa onda estão as empresas apoiando projetos sociais. A partir deste ponto o marketing institucional assume clara concepção estratégica e responsável. E qual a sua estratégia – Entregar flores na primavera? Flores para o dia das mães? Desconto para o aniversariante? Ou ir além… promover o encontro com a arte, patrocinando um projeto cultural, (e lá neste encontro entregue a flor e o desconto) promovendo o desenvolvimento crítico da sociedade para que você seja lembrado quando houver um consumo.

Praticar a cidadania corporativa é faze-la parte do planejamento estratégico do negócio. E quem esta ditando as novas regras para uma transformação do modo como as empresas fazem negócios e se relacionam com o mundo que as rodeia é o próprio mercado (nós consumidores).

Então seja a pipoca que salte para fora da panela.

Boa viagem!!!

por Ricardo Trento – Formado em Administração de Empresas pela FAE, Consultor de Marketing Institucional, Diretor da Unicultura – Universidade Livre da Cultura